domingo, 21 de outubro de 2012

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cacá Bueno incia busca para superar os 300 km/h em deserto de sal


Tricampeão brasileiro acelera para bater recorde de velocidade da Stock Car nas famosas pistas de Bonneville, em Utah, nos Estados Unidos


Agora é para valer. Depois de muitas horas de trabalho, testes e de uma longa viagem até os Estados Unidos, a busca de Cacá Bueno e da equipe RBR pelo recorde de velocidade da Stock Car Brasil e da quebra da barreira dos 300 km/h está a pleno vapor no deserto de sal de Bonneville, em Wendover, Utah. Nesta terça e quarta-feira, o tricampeão brasileiro colocou o seu V-8 para acelerar nas pistas sobre o fundo do extinto Lago de Bonneville, onde são homologadas algumas das principais marcas de velocidade do automobilismo mundial.

Cacá Bueno no deserto de sal de Wendover, Estados Unidos
Cacá Bueno no deserto de sal de Wendover, Estados Unidos

- Depois dos testes que fizemos no autódromo de Tooele, fiquei ainda mais confiante em conseguir superar os 300 km/h. Já estamos sentindo que no sal a história é bem diferente do que no asfalto, mas o carro está muito bem - disse o piloto da equipe RBR.
Em 1991, com um Opala na Rodovia Rio-Santos, Fábio Sotto Mayor conseguiu alcançar a maior velocidade já registrada por um Stock Car brasileiro ao atingir a média de 303,10 km/h, considerado até o hoje o recorde da categoria.

Recordista da Stock Car aposta alto em Cacá Bueno: 'Ele fez 400 km/h'


Dono da maior velocidade já registrada por um carro da categoria, Fábio Sotto Mayor acredita que piloto da RBR tenha superado sua marca nos EUA


montagem de frame Fábio Sotto Mayor, carro

No dia 15 de outubro de 1991, o paulista Fábio Sotto Mayor entrou para a história do automobilismo nacional ao alcançar a maior velocidade já registrada por um carro da Stock Car brasileira: 303 km/h, na Rodovia Rio-Santos. Quase 19 anos após o feito, o carioca Cacá Bueno e a equipe RBR foram tentar superar a marca no deserto de sal de Bonneville, em Utah, nos Estados Unidos. O resultado dessa aventura só sai no domingo, no Esporte Espetacular. Mas, na aposta de Fabinho, o tricampeão da Stock Car não só atingiu o seu objetivo, como foi muito além.
- Acho que ele fez uns 400 km/h. Não sei como o V-8 se comportou no sal. Não sei se o atrito da roda com o sal possibilita o carro jogar toda a sua potência no chão. Mas, pelo tamanho da reta e pela evolução do Stock, acredito que o Cacá tenha conseguido 400km/h - apostou Fabinho, por telefone.
Quando criada em 1979, a Stock Car era disputada apenas por carros do modelo Opala, de seis cilindros, parecidos com o que foi usado por Fábio no recorde. Desde então, foram muitos os avanços tecnológicos até a chega dos atuais V-8, com o qual Cacá correu no deserto.  Sem falar na parte estrutural da categoria, que passou por um grande processo de profissionalização a partir de 2000.
- As coisas mudaram muito em relação à minha época. Achei maravilhoso esse desafio no deserto de sal. Muito legal a ideia de levar um carro para Bonneville. É bom você ver grandes marcas investindo na Stock e uma equipe brasileira podendo acelerar num lugar tão diferente - disse o o campeão brasileiro da Stock Car de 1988.
O recorde alcançado em 91 foi um dos momentos mais especiais e arriscados da vida de Fábio. Mesmo depois de tanto tempo, o piloto lembra de pequenos detalhes daquele dia e da ousadia de buscar um recorde no meio de uma rodovia.
- O carro era praticamente igual ao usado na Stock, só tinha um motor um pouco mais forte. Foi um dia de muito calor e vento forte. Fechamos uma reta de cinco quilômetros na Rio-Santos e tínhamos uma hora para fazer tudo. Foi muito arriscado, ainda bem que não aconteceu nada de grave. Só o capô que não aguentou a pressão - lembrou.
Se a previsão de Fábio estiver certa, Cacá e a RBR vão igualar o feito da equipe Honda, que estabeleceu o recorde mundial de velocidade para um carro de Fórmula 1 no deserto de Bonneville. Em 2006,  o sul-africano Alan van der Merwe alcançou 400,459 km/h em um carro da extinta escuderia.

Nos EUA, Cacá Bueno quer superar os limites da Stock Car em deserto de sal


Após vitória em Salvador, o piloto brasileiro desembarca em Utah para tentar quebrar todos os recordes de velocidade da categoria e alcançar os 300 km/h


caca bueno bonneville

Tricampeão brasileiro de Stock Car, Cacá Bueno quer superar todos os limites de um carro da mais importante categoria do automobilismo brasileiro. E foi atrás deste objetivo que, no mesmo domingo em que venceu a etapa de Salvador da Stock, o carioca deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos para acompanhar a 62ª edição da principal competição de quebra de recordes de velocidade do mundo, a SpeedWeek de Bonneville, na Cidade de Wendover, em Utah.

Até esta quinta-feira, pilotos de todas as nacionalidades vão pisar fundo na famosa Bonneville Salt Flats International Speedway, uma sequência de pistas formadas sobre o fundo de um extinto lago de água salgada. Como o carro do brasileiro não está dentro das especificações para participar do evento, Cacá só vai ter a chance de tirar o máximo de seu V-8 na próxima segunda-feira.

- É um evento diferente, estamos num deserto de sal no meio do nada, mas parece que estamos na neve, tirando o forte calor. A claridade é tão intensa que não tem como ficar sem óculos escuros. Tem carros e motos aí que podem chegar a 700, 800 km/h. Vou ficar de olho e tentar observá-los ao máximo. Pela primeira vez uma equipe brasileira vai estar aqui. O nosso objetivo é trazer um stock e poder respoder a pergunta que todos me fazem: até quanto ele pode chegar. O meu carro virá sem nenhuma modificação para tentar ultrapassar a barreira dos 300 km/h. Vai ser difícil, mas estou esperançoso - confessou Cacá.

Assim como o brasileiro, a equipe Honda veio a Bonneville em 2005 e estabeleceu a maior velocidade já registrada por um Fórmula 1 ao romper a barreira dos 400 km/h. Diante do sucesso da extinta escuderia japonsa, Cacá sabe que todo cuidado será pouco para tirar todo o potencial de seu carro na superfície de sal.

- Quem traz um carro para quebrar velocidade, o constrói para andar em linha reta. Menor aerodinâmica possível, menor arrasto possível. O stock é feito para competição, para frear, fazer curvas. Para chegar ao seleto clube das 200 milhas por hora sem mexer em nada será um pouco complicado, mas vamos ver quanto nós vamos conseguir chegar - confessou Cacá.

Fim do mistério da busca de Cacá Bueno pelos 300 km/h no domingo


Reportagem do Esporte Espetacular mostra a aventura do piloto no deserto de sal de Bonneville e se ele conseguiu superar o recorde da Stock Car


Na manhã do dia 15 de agosto, Cacá Bueno conquistou a vitória da etapa de Salvador da temporada 2010 da Stock Car. Na tarde deste mesmo domingo, o tricampeão brasileiro deixou a capital baiana rumo aos Estados Unidos para buscar um título que há 19 anos nenhum outro piloto sequer chegou perto: o de homem mais rápido da principal categoria do automobilismo nacional. O local escolhido para esse desafio foi o deserto de sal de Bonneville, em Wendover, Utah, palco de um dos maiores eventos de quebra de recorde no mundo: a Semana da Velocidade 
Para se tornar o piloto mais veloz dos 31 anos da Stock Car, Cacá teria que superar os 303 km/h. Marca que o paulista Fábio Sotto Mayor alcançou na Rodovia Rio-Santos, em 1991, com um Opala seis cilindros, modelo usado pela categoria na época. Neste domingo, o Esporte Espetacular vai revelar o resultado desta aventura em Bonneville.
Com um Stock idêntico ao da atual temporada, o piloto da equipe RBR teve de esperar pelo fim da Semana da Velocidade para poder entrar em ação nas pistas de sal de Bonneville. O V-8 sem modificações não se encaixava em nenhuma categoria do evento.
- A nossa ideia era justamente essa: vir com o V-8 e bater o recorde com o mesmo carro que usamos na Stock. Apenas algumas mudanças foram feitas para diminuir a resistência do ar e aumentar a segurança. Instalamos um paraquedas traseiro obrigatório e trocamos o material interno de fibra de caborno por um composto de material metálico - explicou Cacá.
equipe stock car caca bueno
O carro chegou na segunda-feira, dia 24, e logo foi para a pista do autódromo Miller Motorsports Park, em Tooele, uma cidade a 150 km/h de Wendover. Cacá deu apenas algumas voltas, mas foi o suficiente para a motivação tomar conta do tricampeão.
- O carro estava limitado com apenas 55% da potência do motor. No meu painel, brincando, nós já passamos dos 230 km/h, com toda essa limitação. Então estou esperançoso. Nós vamos conseguir passar dos 300 – assegurou Cacá.
Já o chefe da equipe RBR, Andreas Mattheis, foi um pouco mais cauteloso ao falar das chances de superar o recorde da categoria:
- O carro funcionou perfeitamente, sem nenhum problema. Estamos prontos. Acho que vai ser difícil superar os 300 km/h, mas tem gente falando que vai chegar a 330 – brincou Mattheis.
Os dois dias seguintes foram para valer no deserto de sal de Bonneville. As tentativas foram feitas durante a manhã, com a temperatura mais amena e o vento favorável. 

Cacá Bueno fica surpreso com o deserto de sal nos EUA: 'Parece neve'


Fundo de um extinto lago do estado de Utah, pistas de Bonneville Salt Flats são palco do grande evento de quebra de recordes Semana da Velocidade


Passar sete dias num deserto de sal de 412 km quadrados no meio nada e querer voltar no ano seguinte para repetir a dose. Desde 1949, a Semana da Velocidade de Bonneville faz isso com pilotos de todos os cantos do mundo e amantes do esporte. "Carros-foguete", motos especiais, entre outras máquinas das mais variadas, desembarcaram no mês de agosto na pequena cidade de Wendover, em Utah, movidos pela paixão e por recordes. Com esse espírito, o carioca Cacá Bueno saiu de Salvador no mesmo dia em que venceu a etapa baiana da Stock Car rumo aos Estados Unidos para superar os limites da principal categoria do automobilismo brasileiro

- É um evento diferente, num deserto de sal no meio do nada. Parece neve, tirando o forte calor. A claridade é tão intensa que não tem como ficar sem óculos escuros  - disse o tricampeão brasileiro.
Há aproximadamente 15 mil anos, o deserto de Bonneville era um grande lago salgado, assim como o que banha a capital de seu estado, Salt Lake City, que fica a 200 km de distância de Wendover. Mas a evaporação da água e a baixa umidade do ar levaram à formação desse extenso descapado de sal, perfeito para os carros desenvolverem o máximo de sua velocidade em retas quilométricas.
Neste cenário de ficção científica, filmes de sucesso de bilheteria já foram gravados como o "Indepence Day", lançado em 1996 e exibido no mundo todo. Mas foi em 2007 que a Semana da Velocidade de Bonneville ganhou as telas com o filme "Desafiando Limites". O vencedor do Oscar Anthony Hopkins interpreta o piloto de motos Burt Mundo: neozelandês que em 1967 estabeleceu o recorde de 288 km/h na categoria de até 1.000 CC.
deserto de Bonneville
Duas maiores pistas da Semana da Velocidade tinham 13 km. Largura era delimitada por cones alaranjados

Quem também fez história no deserto de sal foi a equipe Honda, que bateu a marca de 400 km/h e estabeleceu o recorde mundial de velocidade para um carro de Fórmula 1. Em julho de 2006, o sul-africano Alan van der Merwe alcançou 400,459 km/h com o carro da extinta escuderia.

Do asfalto para o sal: Cacá pronto para superar limites da Stock nos EUA


Tricampeão brasileiro realiza primeiros testes em solo americano e se mostra otimista para romper a barreira dos 300km/h com um carro da categoria


Qual velocidade um carro da Stock Car Brasil pode alcançar? O piloto Cacá Bueno pode encontrar, nsta terça-feira, a resposta nas famosas pistas de Bonneville Salt Flats International Speedway, no deserto de sal da cidade de Wendover, em Utah (EUA). E, se depender dos primeiros testes realizados em solo americano nesta segunda-feira, no autódromo Miller Motorsports Park, em Tooele, as chances de o tricampeão brasileiro superar a barreira dos 300 km/h ficaram ainda maiores.

Caca bueno stock car
Cacá Bueno testa seu carro da Stock Car no deserto de sal da cidade de Wendover, em Utah, nos EUA. Segundo o piloto, há chances de superar a marca de 300km/h

- Testamos com um pneu específico para o sal, com a potência do motor limitada, mas deu para ver que tudo está funcionando corretamente no asfalto. Deu para aproveitar uma reta e atingir 235 km/h, mesmo usando metade da força. Só que nós vamos ter pela frente uma pista longa de sal. Passar dos 300 km/h é o que esperamos e queremos, e hoje deu um gostinho de que vai dar – confessou Cacá.
Apesar das dificuldades da superfície de sal do fundo do extinto Lago de Bonneville, a equipe de Cacá, a RBR-WA Mattheis, trouxe um carro praticamente igual ao usado na temporada 2010 da Stock. Apenas algumas mudanças foram feitas para diminuir a resistência do ar e aumentar a segurança do piloto, como a instalação de um paraquedas traseiro obrigatório e a troca do material interno, substituindo o feito de fibra de caborno por um composto de material metálico.
- O carro funcionou perfeitamente nesta segunda-feira, sem nenhum problema. Estamos prontos para bater o recorde. Acho que vai ser difícil superar os 300km/h , mas tem gente falando que vai chegar a 330 – brincou o chefe da equipe de Cacá, Andreas Mattheis.
Os autódromos da Stock Car Brasil não oferecem retas muito longas para os pilotos desenvolverem todo o potencial de seus carros. Em Curitiba, por exemplo, foram registradas as mais altas velocidades numa reta de um quilômetro, com muitos carros passando dos 250 km/h. Em Bonneville, Cacá terá pela frente uma reta com nada menos do que 13 km de distância, mas a uma altitude de 2.000m.
- Esse vai ser o meu primeiro inimigo. A cada mil metros de altitude o carro perde 10% da potência do motor. Mas nada abala a nossa confiança – disse o piloto da RBR.

Cacá Bueno estabelece novo recorde de velocidade da Stock Car: 345 km/h


Piloto da equipe RBR supera as expectativas no deserto de sal de Bonneville e escreve o nome na história do automobilismo brasileiro


Qual a velocidade máxima que um Stock Car brasileiro pode alcançar? O carioca Cacá Bueno e a equipe RBR agora têm a resposta na ponta de língua: 345 km/h. Num projeto pioneiro realizado no mês de agosto, eles estabeleceram o novo recorde da principal categoria do automobilismo nacional no deserto de sal de Bonneville, na cidade de Wendover, em Utah, nos Estados Unidos

Para se tornar o piloto mais veloz dos 31 anos da Stock Car, Cacá tinha que superar a marca do paulista Fábio Sotto Mayor, que alcançou 303 km/h na Rodovia Rio-Santos, em 1991, com um Opala seis cilindros. Apesar das dificuldades de guiar no sal e da altitude de 2.000m acima do nível do mar em Bonneville, o tricampeão brasileiro foi além das expectavivas para ultrapassar a barreira dos 300 km/h com o seu V-8.
- Alcançar 345 km/h de velocidade é muito mais do que a gente esperava. Não foi um trabalho feito apenas nestes dois dias no deserto. Foram meses de preparação. É um Stock Car, a gente não mudou nada. Estou feliz por mim, pela equipe e por todos que gostam de Stock Car. Agora posso responder a pergunta que sempre me fizeram: um stock car pode chegar a 345 km/h - vibrou Cacá Bueno.
Sobre o fundo de um extinto lago de água salgada, as pistas de Bonneville Salt Flats recebem desde 1949 pilotos e carros de todos os cantos do planeta em um dos maiores eventos de quebra recorde do mundo: a Semana da Velocidade. Mas foi a primeira vez que uma equipe e um piloto brasileiro tiveram a oportunidade de correr no deserto de sal.
- É uma realização muito grande, um desafio em que tudo era novidade. Estamos muito felizes de conseguir esse recorde tão especial. Com certeza superou bastante as nossas expectativas - confessou o chefe da equipe RBR, Andreas Mattheis.
Stock car - cacá bueno em bonneville
Cacá Bueno estabelece o novo recorde da Stock Car em dois dias no deserto de sal de Bonneville

A aventura em Bonneville começou no mesmo domingo em que Cacá conquistou a etapa de Salvador da Stock Car 2010. No dia 15 de agosto, o piloto deixou a Bahia rumo à capital do estado de Utah, Salt Lake City. De lá foram mais duas horas de carro até a pequena cidade de Wendover, que fica na divisa com o estado de Nevada.
As tentativas para a quebra do recorde começaram apenas no dia 24, após o fim da Semana da Velocidade. Com a pista de 13 km de distância livre para acelerar, Cacá superou a marca de Sotto Mayor logo na segunda chance. Para o novo recorde ser validado, o brasileiro teve que fazer o trajeto de ida e volta. A marca oficial é formada pela média das maiores velocidades alcançadas nas duas passagens.
- É engraçado porque o sal é muito diferente do asfalto. Na quinta marcha - um Stock Car tem seis - eu não pude acelerar até o fundo. Ele foi balançando até os 200 km/h. Quando chegou a 250 km/h, ele começou a balançar um pouco menos. Quanto mais velocidade, mais pressão para o chão ele tem. Então a partir dos 280 ele se firmou. A pista é larga e você vai de um lado para o outro controlando o carro. Nos limites dos nossos autódromos no Brasil, que têm no máximo uma reta de um quilômetro, nós podemos alcançar 240, 250 km/h. E logo na nossa estreia já conseguimos 318,6 km/h. Mas nós vamos para mais - previu Cacá.
Stock car - cacá bueno em bonneville
O piloto da RBR tinha razão: o melhor ainda estava por vir. Na terceira tentativa, uma média de 336 km/h garantiu ao brasileiro uma vaga no seleto Clube das 200 Milhas, que reúne os sortudos que ultrapassam os 320 km/h em Bonneville. Para fechar o dia, o tricampeão fez um tiro frustrado sem a asa traseira.
- Foi divertido, mais tomei dois sustos no caminho. Não tem como andar sem asa. O chão é muito escorregadio e fica sem pressão nenhuma. Quase que rodei a 270 km/h. Foi meio perigoso. Na volta a gente colocou até um pouco mais de asa do que na primeira vez e conseguimos 338 km/h. Como o que vale é a média das duas passagens, nós vamos voltar amanhã para superar os 340 - garantiu o brasileiro.
cacá bueno supera a marca de 345 km/h em bonneville
Dito e feito. Logo na segunda tentativa na quarta-feira Cacá conseguiu 345,9 km/h, mesmo sendo atrapalhado pela quebra do extrator de ar, peça que auxilia na aerodinâmica aumentando a pressão do carro para o chão. A peça foi arrancada e arremessada a mais de dez metros de altura.
Nada que preocupasse o tricampeão brasileiro. Para confirmar a maior velocidade já registrada por um Stock Car brasileiro, o carioca repetiu a dose no tiro seguinte e estabeleceu a média tão sonhada:
- Dedico esse recorde para todo mundo que adora velocidade. Não só para os fãs de Stock Car, mas pra todos que gostam de automobilismo. Primeira vez de uma equipe brasileira no deserto de sal, 345 km/h. Ficou a vontade de voltar em 2011 para bater isso.

Cacá Bueno no deserto de sal de Bonneville: em busca dos 300 km/h


Não é exagero dizer que a Stock Car Brasil fez história nos Estados Unidos no mês de agosto. Pela primeira vez, um piloto e uma equipe tupiniquins colocaram um carro da mais importante categoria do automobilismo nacional para acelerar no deserto de sal de Bonneville, na pequena cidade de Wendover, Utah. Na busca para superar a marca dos 300 km/h, Cacá Bueno e a RBR não pouparam esforços no solo sagrado dos amantes da velocidade. Mas será que eles conseguiram romper essa barreira?
Neste domingo, o Esporte Espetacular vai mostrar o início dessa aventura na Semana da Velocidade de Bonneville: um dos maiores eventos de quebra de recordes do mundo. Carros, motos, caminhonetes e pilotos de todas as partes do planeta reunidos para superarem seus limites nas famosas pistas de sal sobre o fundo do extinto Lago de Bonneville, hoje um deserto de mais de 400 km quadrados. 
carro foguete Bonneville
Carros-foguete aceleram a mais de 600 km/h por hora no deserto de sal de Bonneville

- Foi muito legal ter presenciado tudo isso. É um evento que tem de tudo: motos, carros feitos em casa, carros-foguete que ultrapassam 600 km e outros menores que vão a 200 km/h. Cada um, à sua maneira, traz seu carro ano após ano. É um evento bacana, curioso, não temos nada parecido no Brasil ou na América do Sul. Bem fora da realidade - garante Cacá.

Bonneville: carros ultrapassam 600 km/h em deserto de sal nos EUA


Em busca dos limites da Stock, Cacá Bueno acompanha carros-foguete e motos incríveis na Semana da Velocidade, que acumula quebra de recordes



Em 1949, um grupo de 50 pilotos do Sul da Califórnia conseguiu a permissão do estado de Utah, nos EUA, para correr com seus carros no deserto de sal da pequena cidade de Wendover, na divisa com Nevada. Estava formado um dos maiores eventos de quebra de recorde do mundo: a Semana da Velocidade de Bonneville, que no último mês de agosto reuniu 561 carros e motos de todos os cantos do planeta em solo americano. E o tricampeão brasileiro da Stock Car Cacá Bueno foi acompanhar de perto essa aventura

No mesmo dia em que venceu a etapa baiana da mais importante categoria do automobilismo brasileiro, o piloto da equipe RBR deixou Salvador rumo a Salt Lake City. Da capital de Utah foram quase 200 km de carro até o deserto de sal. Um descampado de cerca de 412 km quadrados, onde há aproximadamente 15 mil anos existia um grande lago de água salgada. A evaporação e a baixa umidade do ar levaram à formação de uma extensa planície de sal bem duro, uma plataforma ideal para os pilotos tirarem o máximo da velocidade de suas máquinas, com a segurança de não terem nenhum obstáculo pela frente.
- É uma mudança muito grande vir de Salvador para cá. Esse lugar é muito fora da realidade. Nós estamos no meio do nada, cercados por sal e com um monte de foguetes incríveis. Sem dúvida é um dos lugares mais exóticos que já visitei e não vejo a hora de acelerar nestas pistas - confessou Cacá.
Diferentemente dos grandes eventos e competições de automobilismo, a Semana da Velocidade de Bonneville não distribui premiações em dinheiro e beira o amadorismo na organização. São os próprios pilotos e ex-participantes os responsáveis por conduzir o evento e criar suas regras.
- Qualquer um que corre aqui constrói o seu próprio veículo. É tudo pelo orgulho, satisfação pessoal. Vejo famílias aqui, namoros, casamentos, filhos, netos... três gerações de uma mesma família correndo. Filhos e filhas dirigindo carros de corrida. Uma coisa maravilhosa! - garantiu Dan Warner, ex-piloto e um dos organizadores da Semana da Velocidade.
A divisão das categorias é feita pelo modelo e tipo de motor do veículo. São cinco para carro e o mesmo número para motos, além de uma para caminhonetes, sendo todas separadas em dezenas de sub-categorias. Estabelecer o recorde em uma delas não é apenas superar a velocidade máxima. O piloto tem que fazer o trajeto da pista de 13 km duas vezes e calcular a média da velocidade mais alta alcançada nas milhas de marcação. Para o recorde ser homologado, ele tem que repetir a mesma marca no dia seguinte e a média da velocidade dos dois dias superar a antiga.
bonneville speed demon
Na categoria dos carros mais rápidos, os Streamliners, que mais parecem com foguetes, a grande estrela é o Speed Demon, dos americanos Ron Main e George Pottet. Com dois mil cavalos de potência, o "Demônio da Velocidade" alcançou a incrível marca de 646 km/h e estabeleceu um novo recorde.
- Conseguimos uma ótima marca, mas ano que vem voltaremos para irmos ainda mais longe com esse carro. É sempre assim aqui: depois que vem a primeira vez, você sempre quer voltar para se superar - disse George, que, além de dono, é o piloto do Speed Demon.
bonneville, carro 2
Mas a Semana da Velocidade não é apenas para os carros-foguete. Máquinas de potência bem inferior, mas não menos interessantes, também fazem bonito no deserto de sal. Carros antigos da categoria Vintage, para os fabricados antes de 1948, também aceleram com estilo em Bonneville. No quesito criatividade, o campeão foi o senhor Steve Nelson, que construiu um carro com um tanque de combustível de um avião da década de cinquenta, o Belly Tanker, na garagem de sua casa.
Outro show à parte são as motos. Ainda mais quando uma mulher como Leslie Porterfield acelera a mais de 300km/h, sem demonstrar medo com o risco iminente da queda. Em sua primeira participação em Bonneville, em 2007, Leslie sofreu um grave acidente a 175 km/h e foi levada de helicóptero para o hospital com sete costelas quebradas, pulmão perfurado e uma concussão.
montagem: Leslie, bonneville
- Acidentes acontecem, mas tomamos todo o cuidado para evitá-los. O amor pela velocidade supera o medo. Um ano depois já estava de volta para bater meu primeiro recorde, 334 km/h, e ser a primeira motociclista integrante do seleto Clube das 200 Milhas (320 km/h). É uma grande honra - disse a americana de Dallas, que em 2009 alcançou a incrível marca de 384 km/h, a mais alta da categoria 1000 CC Production, entre homens e mulheres.
Assim como Leslie, alguns poucos sortudos se orgulham de poder vestir o famoso boné vermelho. Um prêmio que apenas os pilotos do Clube das 200 Milhas ganham ao quebrarem a barreira dos 320 km/h. Acima dessa honraria está apenas o boné azul, dos que passaram das 300 milhas (480 km/h).
caca bueno bonneville
Inspirado no boné vermelho, Cacá Bueno trouxe para Wendover um carro sem modificações em relação ao usado nas corridas da Stock Car Brasil para superar a marca dos 300 km/h. Por esse motivo, seu V-8 não se enquadrou nas exigências de nenhuma das categorias e ele não pode participar da Semana da Velocidade.
- Quem sabe no futuro a gente não volte com um carro modificado? A nossa intenção é superar os limites da Stock Car brasileira, exatamente com o carro que competimos. Lógico que tivemos que fazer algumas pequenas mudanças pela segurança. Mas vamos ver como ele vai se comportar no sal - disse o tricampeão da Stock Car.




Rat Rod X Hot Rod, Suas Diferenças

  Os Hot Rods tem muitas variações, entre elas os Rat Rods. A diferença básica de um para o outro é que um Rat é um Hot que parece inacabado. Ambos são modificados pra chamar a atenção, mas de maneiras diferentes: o Hot Rod tem pintura brilhante, acabamento perfeito, tapeçaria e estofamento impecável, geralmente com um som hiper potente.
  O Rat Rod remete aos Hots feitos nos anos 40 e 50, sem pintura ou então uma tinta fosca.


Definição: Rat Rod é um novo termo utilizado para definir um Hot Rod com estilo original do início dos anos 1950. Um Rat Rod é normalmente um veículo que tem muitas partes, que não são essenciais, removidas. Eles normalmente são acabados em “primer” ou preto fosco ou ainda mantem sua tinta original com as marcas de ferrugem. Eles são, muitas vezes, uma conglomeração de partes e peças de diversas marcas e modelos diferentes.
    O termo "rat rod" foi utilizado pela primeira vez pelos construtores e donos de hots feitos para exibição em shows para descrever os carros de baixo custo feitos em garagens pelos próprios proprietários. Não devemos esquecer as raízes do hobby (streetrods), que era um rapaz em uma garagem, com um baixo orçamento (com a ajuda de seus amigos), que começou tudo. Estes carros são uma forma de arte e expressão de seus proprietários e construtores